Com aproximadamente trinta anos de experiência, Caio Santos traz ao público seus mais recentes trabalhos. Membro participante de projetos e órgãos como a Academia Brasileira de Arte, Cultura e História; do Projeto Cultural SUR, que visa o desenvolvimento das artes nas Américas; da Cooperativa de Artistas Visuais, presidida pelo artista plástico Antônio Petikov, Caio apresenta, em sua Mostra, na fase do Novo Realismo, símbolos da propaganda, fragmentos de obras de arte do período Clássico, personagens de histórias em quadrinhos, vultos históricos, deuses gregos e outros ícones das Culturas Ocidental e Oriental presentes no mundo urbano e que ilustram o imaginário dos cidadãos das metrópoles. Este material é parte integrante do projeto para a elaboração do livro, que conta a trajetória deste arista, já foi aprovado por Lei de Incentivo através do Ministério de Educação e Cultura, e entrará para os autos da história da Arte Brasileira.
Esta releitura não enaltece nem critica o domínio público. Produzida em acrílico sobre tela o verdadeiro jogo de imagens que povoam o imaginário coletivo e constituem bloco, argamassa, interior e exterior a que o homem urbano é submetido desde os seus primeiros momentos de vida. O artista pinta a escravidão do homem contemporâneo pelos super-heróis como Superman, Capitão América, Wolverine e Batman, ícones Clássicos das Mitologias Grega e Bíblica como Eros, Psique, Aquiles e Davi, transcreve, ainda, fragmentos de obras do Barroco, Arte Universal, Superdotados da TV, Cinema e Desenhos Animados, somados à grandes marcas da publicidade como Coca-Cola, Pepsi e Nestlé.
Em quase todas as telas a palavra Caio é grafada de forma a complementar a composição; é a presença do artista no universo formal das fontes gráficas. O gigantismo da imagem serve para desvalorizar o sentido de conjunto e concentrar a atenção do espectador sobre partes isoladas do quadro como simples variações de superfície.
Em sua arte, Caio Santos não condena e também não faz apologia ao capitalismo e ao consumo desenfreado. É o retrato, reflexo e resultado que o homem de hoje é e foi submetido, e que Caio faz como observador do mundo: “Todas estas informações são minhas e eu sou elas”, diz. As junções são no mínimo interessantes. Segundo ele, não houve critério lógico para as associações, que obedeceram ao senso estético e ao seu inconsciente. “Aceito passivamente o veredicto da vida e interfiro ativamente transcrevendo aquilo que me foi imposto sem que pedisse”, acrescenta.